O setor de saúde suplementar no Brasil encerrou 2025 com o maior lucro líquido já registrado: R$ 24,4 bilhões. As receitas totais das operadoras de planos de saúde somaram R$ 391,6 bilhões no ano. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em maio de 2026 e marcam a recuperação do setor após anos seguidos de prejuízo.

R$ 391,6 bi
foi a receita total das operadoras em 2025 — que se converteu em R$ 24,4 bilhões de lucro líquido, o maior da história do setor.

Recorde histórico depois de anos no vermelho

Entre 2021 e 2023, as operadoras de planos médico-hospitalares acumularam prejuízos relevantes, pressionadas por aumento das despesas assistenciais pós-pandemia, judicialização e incorporação de novas tecnologias. O resultado de 2025 inverte esse cenário e devolve ao setor um patamar de lucratividade que não se via desde antes da pandemia.

Em paralelo, o número de beneficiários também segue em alta: o Brasil terminou março de 2026 com 53 milhões de vínculos em planos de saúde, um crescimento de 906 mil em um ano.

O que está por trás do resultado

Três fatores ajudam a explicar a virada do setor em 2025:

O valor do plano de saúde vai cair com o lucro recorde?

O resultado positivo não significa, automaticamente, mensalidades menores no próximo ciclo. O reajuste dos planos individuais e familiares para 2026/27 já foi definido em 5,11%, e os coletivos vêm com média de 9,9% no início do ano. Mas a saúde financeira do setor traz três efeitos práticos:

Concentração de mercado segue alta

Apesar do crescimento da carteira, o mercado segue concentrado em poucas operadoras de grande porte. Hapvida-NotreDame, Bradesco Saúde, Amil, SulAmérica e Unimeds (somadas) respondem pela maior fatia do faturamento. Para o consumidor, isso significa menos opções em algumas regiões e necessidade de comparar com mais atenção rede credenciada e custo total.

Lucro recorde reduz o reajuste do meu plano em 2027?

Pode influenciar, mas não há garantia. O reajuste dos planos individuais segue a fórmula da ANS (despesas assistenciais + IPCA descontado), que não olha diretamente para o lucro das operadoras.

Já o reajuste dos planos coletivos é livremente negociado entre operadora e contratante. Com lucro recorde no balanço, a pressão de empresas e sindicatos por percentuais menores tende a ser o caminho mais provável de repasse desse resultado ao consumidor.

Vale a pena trocar de operadora agora?

Vale comparar antes de decidir. Diferenças de mensalidade entre operadoras com cobertura semelhante podem chegar a 30%. Antes de pedir a portabilidade de carências, confira se o plano de destino cumpre as regras da ANS:

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Conclusão

O setor de saúde suplementar voltou ao azul em 2025, mas o consumidor segue precisando ficar de olho — em rede credenciada, reajustes e qualidade do atendimento. Comparar antes de assinar é o passo que mais economiza no longo prazo.

Fontes consultadas: ANS (gov.br/ans) — Novo modelo de fiscalização · Agência Brasil (EBC) — Reajuste de coletivos em 2026.